16 de jun. de 2026

Mortalidade

A morte, essa enigmática passagem,  
É o que a vida, em seu dar e tomar,  
Nos convida a refletir em sua miragem:  
Uma extensão, um eco a nos guiar.

Você pode apontar a arma, ensaiar o ato,  
Mas nunca exterminará a essência que aflora.  
Bala e veneno, o corpo em contrato,  
A carne cede, porém a memória ainda implora.

Sou a brisa que dança nas folhas ao vento,  
O murmúrio das ondas que nunca se vão.  
Trago nos rostos de quem perdi o lamento,  
Um legado vivido em cada conexão.

Corações que guardam um fragmento de mim,  
Histórias entrelaçadas, sussurros do passado.  
Mesmo em silêncio, a vida não tem fim;  
Na constelação das almas, eterno é o legado.

Seus gritos são ecos em noites de penumbra,  
Eu, que me recuso a ser apenas um dado.  
A verdade é que a vida, num ciclo, deslumbra:  
Sou luz nas estrelas, sou eternamente amado.

Então, pode tentar me apagar do presente,  
Mas saiba que a morte é só um véu sutil.  
Estou nas memórias, em cada semente,  
E nunca, jamais, morrerei de modo vil.

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