A morte, essa enigmática passagem,
É o que a vida, em seu dar e tomar,
Nos convida a refletir em sua miragem:
Uma extensão, um eco a nos guiar.
Você pode apontar a arma, ensaiar o ato,
Mas nunca exterminará a essência que aflora.
Bala e veneno, o corpo em contrato,
A carne cede, porém a memória ainda implora.
Sou a brisa que dança nas folhas ao vento,
O murmúrio das ondas que nunca se vão.
Trago nos rostos de quem perdi o lamento,
Um legado vivido em cada conexão.
Corações que guardam um fragmento de mim,
Histórias entrelaçadas, sussurros do passado.
Mesmo em silêncio, a vida não tem fim;
Na constelação das almas, eterno é o legado.
Seus gritos são ecos em noites de penumbra,
Eu, que me recuso a ser apenas um dado.
A verdade é que a vida, num ciclo, deslumbra:
Sou luz nas estrelas, sou eternamente amado.
Então, pode tentar me apagar do presente,
Mas saiba que a morte é só um véu sutil.
Estou nas memórias, em cada semente,
E nunca, jamais, morrerei de modo vil.
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