15 de jul. de 2026

Átomos, nêutrons, prótons e elétrons

Átomos, nêutrons, prótons e elétrons.
Partículas, luz e nossa consciência em movimento.
Gravidade, tempo e rotação dilatada,
equilibram intrinsecamente o que é visto externamente.
Ilusões celestiais desconcertantes em latim.
Quando as coisas não se encaixam, todos ficam terrivelmente assustados.

Ilusão universal e truques alucinantes,
parecem tão convincentes que questionam a física.
Imensa educação, computando equações.
Seus olhos só veem as respostas precisas dadas.
Visualizando ângulos que não podem ser considerados.

Deve ser matéria escura, mas vamos parar e pensar.
Trilhões de planetas se misturam em vastidões.
São tantos que confundem a matemática.
Ironicamente, e se todas as coisas que eles viram,
independentemente de quão longe o tempo ainda se dilate?

A flecha do tempo dita a direção.
Como a massa gravitacional determina a dilatação
A água curva a luz num piscar de olhos.
Esqueça o impossível, olhe o que está dentro.

Fato ou insanidade, pontos da realidade.
As forças da gravidade atravessam o tempo e o distorcem.
Tempo dilatado e todos os planetas no espaço
A referência temporal da realidade muda constantemente.

Imagine isto... Que truque.
Embora pareça absurdo.
Ondas gravitacionais ao redor de objetos no espaço.
Distorcendo a visão do tempo naquele lugar.

Respostas corretas dadas, com cálculos feitos.
Exceto pelo estrondo e a velocidade da onda.
Se a física estiver certa, exceto por esta exceção.
Inverta a matemática para encontrar a dilatação da Terra.

A teoria da relatividade sempre esteve certa.
Então, por que questionar Einstein, em vez de seus olhos?
A massa divide o tempo, exponencialmente ao longo do tempo.
Projeção externa, realidades contínuas.

Tempo relativo, apenas mais uma visão parametal da física.
Todos os objetos no tempo são como nosso DNA.
Opções infinitas, nenhuma igual à outra.
É hora de você conhecer o nosso tempo.

12 de jul. de 2026

O Significado das Estrelas

Elas se espalham pela noite aveludada,
Sussurros costurados em fios de luz,
Histórias antigas queimando, suaves e distantes,
Cada lampejo sabendo quem somos.

São as perguntas que um dia choramos,
Respostas à deriva, indefinidas,
A música silenciosa da escuridão,
Guiando andarilhos por uma faísca.

São os ecos dos nossos sonhos,
Reflexos em correntes celestiais,
Promessas impressas no vazio,
De que nada belo é destruído.

E quando nossos olhos as contemplam lá em cima,
Sentimos seu amor distante e paciente,
Pois as estrelas nos lembram, brilhantes e tímidas,
Que até mesmo pequenas luzes transformam o céu.

9 de jul. de 2026

Perdi minha identidade

Me vejo tentando refazer meus passos, na esperança de encontrar onde me perdi, mas acabo com mais perguntas do que respostas, como sempre.

A Ilusão

Vamos ser sinceros, sem fingimento.
Era só ilusão, a gente sabe disso.
No fundo, a gente não sabe de nada.
Não entende nada disso.

É pura ilusão, mesmo assim a gente acredita.
Será que moral é mesmo princípio?
Quem inventou isso, ninguém sabe.
O que a gente segue… é real ou é só teatro?

Quem é que sabe de verdade?
Justiça, quem foi que criou essa palavra?
Pra um é justiça, pro outro é crime.
O que é certo? O que é errado?

Ninguém sabe de fato.
A gente não sabe se Deus existe ou não existe.
Mesmo assim escolhe: ou ateísmo, ou espiritualidade.
Mas quase ninguém tem coragem de falar:
“Eu não sei.”

Os poderosos é que fazem as regras.
Eles são os donos, os caçadores.
Nós somos só a caça,
Enquanto eles ficam protegidos debaixo do governo.

Vida Após a Morte

No crepúsculo, a sombra se estende,  
O sussurro da morte dança no ar,  
E na bruma onde o tempo se rende,  
Almas vagam em eterno pesar.

Lágrimas caem como orvalho cruel,  
Sobre sepulturas de sonhos quebrados,  
Fantasmas gritam em um eco infiel,  
A vida após a morte: segredos guardados.

Corações pulsantes já não mais batem,  
Desvanecendo sob o peso da dor;  
Os que amaram e os que desataram,  
Perdem-se nas trevas do eterno clamor.

E as palavras? Pó na língua envenenada,  
Redenção prometida em tempos perdidos;  
Mas quem se ergue quando a fé é negada?  
As auréolas brilham sobre rostos esquecidos.

Houve um dia em que tudo era claro,  
Mas o céu ruiu com o peso da verdade.   
O homem que quis ser Deus agora é raro,   
E a vida após a morte é só calamidade.

8 de jul. de 2026

Pulso Rebelde

Sem correntes, mas meu espírito ainda está preso,
O sangue corre vermelho, mas não clama.
Pele como terra, suas coroas se decompõem,
Mito do Cristo branco, domínio da verdade negra.

A revolta vibra, a música inflama a luta,
O punk chama a alma esta noite.
Todas as mãos se unem, ninguém fica de fora,
O ritmo da liberdade pulsa em cada coração.

Onde as Marés Um Dia Me Conheceram

Eu fiquei onde a memória beijou a areia,
Observei o mar esquecer meu nome.
A linha costeira mudou, lenta e estranha,
Um hino que eu não conseguia mais cantar.

Raízes arrancadas do lugar onde cresceram,
Sussurros de lar dissolvidos ao vento.
Contudo, carrego tempestades como uma verdade silenciosa,
Construindo abrigo no abraço do vazio.

Pomposo

Deixe seu esnobismo fora da arte,
Habilidade é bom, mas habilidade não pode substituir o coração,
Se você gosta tanto de ser pedante, por que começar?
Enquanto você abraçar sua alma, você sempre terá um lugar.

Máculas

Meu coração se partiu,
Minha mente se fragmentou,
Em pé em uma montanha sagrada,
Esperando pelo êxtase.

Sentimentos desmoronam,
Perdendo minha estatura,
Perdi tanto que você não pode comparar,
E um amor que não consigo capturar.

Tanta dor,
Que não consigo esquecer
Eu me detive nas máculas,
Muito antes de nos conhecermos.

Então todas as cicatrizes,
Que cobrem meu coração,
Foram feitas das mágoas,
Causadas pelas minhas estrelas cadentes.

Porque toda a esperança que eu tinha para nós,
Era tudo o que eu queria,
Então agora eu apenas me detenho na escuridão,
Com minhas máculas me assombrando.

7 de jul. de 2026

Pequenos Demônios

Nos cantos escuros da mente, onde a sombra se instala,
Espreitam os demônios, pequenos e sorrateiros, que se amontoam.
Na juventude vulnerável, agarram-se com força,
Afogando em angústia, em sofrimento profundo e absorto.

Anos se passam, ocultos em recantos sombrios,
silenciosos e pacientes, aguardando o momento propício.
E então, deslizam insidiosamente, sussurrando aos ouvidos,
veneno destilado em palavras, que ferem e corroem.

"Não és suficiente", sibilam, gélidos e cruéis,
"apenas um vazio a preencher, um substituto cruel".
"Tu és o frio que congela, a solidão que se instala",
a auto-estima corroída, em ruínas e sem consolo.

Crê-se na derrota, na expulsão dos espectros malignos,
mas a posse se completa, em domínio silencioso e profundo.
A ilusão de liberdade, uma máscara que se esvai,
sob o peso dos sussurros, que a alma consome em vão.

E assim, na escuridão, os demônios se alimentam,
da fragilidade e insegurança, que eles mesmos criam.
Um ciclo perverso e sombrio, difícil de quebrar,
a batalha contra si mesmo, uma luta sem fim, para escapar.

Nuvens

Nuvens voam à noite.  
Os navios estão todos em dias de correria.  
Minha cabeça está borbulhando de pensamentos,  
Rasgo as palavras com mais precisão.  

É como se eu estivesse em um filme que vi.  
Aqui estou eu no topo da montanha,  
Sentindo a palma das costas,  
Frio da noite, mundos alienígenas.  

Então, de onde vem esse brilho?  
Não há estrelas visíveis e não há lua.  
E, invisível para mim, adeus  
Envia sonhos lindos e vívidos.  

Não, eu vi tudo isso quando criança,  
E ele lembrou, me surpreendendo.  
Continuei voando sobre o reino,  
Tendo vivido feliz nele por centenas de anos.  

E na manhã seguinte havia chuva fina.  
Esmaguei um monte de cereal.  
O ventilador soprou uma névoa branca,  
Branqueando a hipóstase do destino.

A Semente do Disfarce

Uma semente de disfarce, tão pequena,  
Plantada em solo onde a verdade não se formou.  
Árvore da vida, raízes a se entrelaçar,  
Cresço nas mentiras que você ousou semear.  

Enraizada fundo, onde a sombra se faz,  
Tento enxergar com olhos que a luz não traz.  
Gritos frágeis ecoam, não podem fugir,  
Presos no véu que insiste em cobrir.  

O fruto do disfarce, agridoce ao provar,  
Nascido do orgulho, que não sabe parar.  
Sob o brilho que cega, apodreço em silêncio,  
Cada mordida um peso, um lento veneno.  

Mordo, engulo a ilusão,  
Minto a mim mesmo, em busca de salvação.  
Na dança das máscaras, sigo a fingir,  
Sob a árvore da vida, tentando existir.

Flashes Fantasmagóricos

No céu, lampejos de espectros dançam,  
Visões fugazes, sombras que avançam.  
O desconhecido, cruel, se insinua,  
Golpeia o peito, a alma flutua.  

A melancolia, cinza, me rói,  
Estradas tortas onde o tempo se formou.  
A tempestade ri, sarcástica e fria,  
Trazendo caos, roubando harmonia.  

Com mãos trêmulas, marcas escondo,  
A consciência, oculta, se perco no fundo.  
A escuridão gruda, pegajosa e densa,  
Sirenes cortam, o silêncio é imensa.  

Bebo a solidão, selvagem, sem par,  
A hipocondria grita, quer me sufocar.  
Inveja pisa a alma, sonhos em clausura,  
Um cativeiro frio, sem luz, sem cura.  

Na estrada lamacenta, o passo é incerto,  
A sombra profetiza um destino deserto.  
Pássaros voam baixo, em círculos sombrios,  
Turbulência estranha, presságios vadios.  

Morto pela Morte

Cercado pelas sombras, um destino selado,
Morto pela morte, um enigma revelado.
A vida, uma piada de humor macabro,
Rindo da desgraça, um passo no vácuo.

O lago observador, em silêncio paira,
Seu fluxo interrompido, a dor não recua.
Ecos de lamento nas margens sussurram,
Desesperança gravada em pedras que murmuram.

Banqueteio entre mentes, mas permaneço faminto,
Buscando no caos um talento indistinto.
Desenho escuridão com palavras afligidas,
Acolhido por almas que as costas torcidas.

Minha história, um fardo de vidro quebrado,
Contado por enigmas, deixado de lado.
O paradoxo do riso e da respiração amarga,
Um flerte incessante, na morte se embarga.

A criança encontrou a luz esfacelada,
Entre risos nervosos e a visão embaçada.
No almoço, devoro visões, mas cego estou,
Fios de destino em volta, cercando-me sem fim.

Aos gemidos do mundo, meus ouvidos escutam,
Na neblina cerebral, pensamentos se tumultuam.
É o caos, no entanto, onde a loucura floresce,
Um labirinto de som e fúria que nunca arrefece.

As Estrelas Moribundas

Duas estrelas outrora brilharam em céus infinitos,
Uma buscou os olhos fugazes da outra.
Seu brilho se intensificou com o sopro da saudade,
Mas ambas se apagaram, eclipsadas pela morte.

Um abismo vasto, seus destinos incertos,
Ainda assim, o amor ainda habita onde não há luz.
Embora as estrelas caiam, seus espíritos permanecem,
Chamas eternas que não se acinzentam.

O Inverno Interior

O mundo se envolve em cobertores agora,
Buscando pequenas misericórdias contra a geada.
Mas eu carrego uma estação ainda mais fria,
Assombrada pelo verão que perdi.

Busco abrigo no afeto -
Uma palavra suave, um olhar firme -
Rezando para que o amor sirva de proteção,
Um fogo para queimar a cinza.

Mas encontrar gelo onde vim em busca de faíscas
Afunde o inverno até os ossos.
Tropeço ainda mais na escuridão,
Onde um coração deve bater, incerto, sozinho.

E, no entanto, carrego uma pequena brasa,
Uma esperança de que o calor retorne a mim -
Que eu sobreviva a este longo inverno
para suavizar, derreter e respirar novamente.

O Vale

Sou apenas um reflexo do que já fui, e ainda assim sou incapaz de compreender o passado.
Fiquei tão obcecado com a vida dos outros que me esqueço da minha própria.
Me destruí repetidas vezes apenas para poupar os outros da dor que dilacera a pele.
Enquanto isso, restam apenas as cicatrizes.
Estou de luto, mas nunca ouso demonstrá-lo.
Percebi que não há fim para esse sofrimento profundo, pois somos nossa própria ruína.
Tornei-me uma réplica de quem eu pensava ser e queria ser.
Mas nunca consegui atender às expectativas que criei para mim mesmo.
Então, em vez disso, finjo, e agora sinto que o valor do insignificante diminuiu e não estou mais escondido sob o vale que me manteve seguro por todos esses anos.
Sou incapaz de reconhecer a pessoa que está diante de mim no espelho.

3 de jul. de 2026

O Fardo da Mortal

Dizem que ela era fraca, descartável como cinzas, inadequada.
O destino a quebrou em uma pedra hostil iluminada pelas estrelas.

Não vieram guerreiros — apenas um humano.
Meio morto, ele a carregou, inabalável.

Através de desertos venenosos, através de salmos de tempestades de fogo.
Por ruínas de impérios, coroadas de silêncio.

A sobrevivência azedou: confiança, lealdade, amor.
Perigo: o coração dele; o coração assombrado dela.

O Vazio Sombrio

A escuridão me consumiu, me arrastou para baixo
Para um lugar perdido onde o tempo se afogou.

O vazio ecoa, um som oco,
Em memórias de dor distorcida estou preso.

Espectros assombrosos, decadentes e frágeis,
Imagens cintilantes que sempre falham.

Nenhuma alma desenvolvida, apenas uma mancha, um rastro,
Uma marca que envenenou, recursos frágeis.

Essa mancha se dissolve na noite sem fim,
Um vazio onde as sombras se contorcem e mordem.

Remodelado pelo tempo para o sofrimento mais cruel,
Uma tortura nascida da luta sem fim.

Perdido, morte, decadência, um apelo sussurrado,
Neste vazio escuro, deixo de existir.

Corações Entrelaçados

Tecendo pelo amor como aranhas,
Roubando a seda de corações que conheci.
Seus nomes pesam, um fio emaranhado,
Um mapa de arrependimentos que minha alma sangrou.

Cada escolha que fiz, uma dança sombria,
Vingança trocada por uma chance fugaz.
E ainda estou aqui, preso e dilacerado,
Traidor de laços, consumido pelo silêncio.

2 de jul. de 2026

Profundidade

As palavras não podem ser engordadas como um leitão,
Elas são meramente uma versão simplificada de um cancioneiro,
A profundidade não precisa de palavras...
Tudo pode ser visto tão claramente quanto a mão de um mestre coveiro da própria escuridão.

Espalhados

Como estrelas espalhadas pelo céu,
Pedaços do meu coração,
Não estão mais comigo,
Espalhados pela galáxia,
Juntos pelo nosso mundo,
Fizemos nossa fuga,
Onde os sonhos se tornaram realidade,
E as mentiras foram reduzidas a pó,
Agora nosso amor enferrujou,
Desde que você decidiu deixá-lo em pousio,
Tudo o que sinto é um vazio,
Espalhados pela areia,
Estão memórias de mãos dadas,
Não foi maravilhoso?,
Agora não há som seu,
Espalhe apenas ecos vazios,
Espalhados em minha alma.

O Tempo Passa

Lentamente, mas com certeza, o ano está chegando ao fim,
Não acontece de repente, mas sim tique a tique,
Um tique de cada vez, os minutos passam,
Um dia se foi, os anos passam,
Em breve, uma vida inteira se completa,
Lentamente, mas com certeza, o tempo nos deixará para trás.

Unidos pelo Fio da Eternidade

Nascidos para estarem juntos, corações se alinham,
Através da vida indesejada, ainda assim perseveramos.
Minha alma eterna te chama de minha.
O tempo se curva, mas não pode quebrar o sinal,
Asseguramos as provações de cada momento.

Nascidos para estarem juntos, corações se alinham.
Quando os céus escurecem e as estrelas se apagam,
Nosso laço permanece firme e puro.
Minha alma eterna te chama de minha.

Através de águas profundas, onde as sombras definham,
Um amor como o nosso ainda atrairá.
Nascidos para estarem juntos, corações se alinham.
Nenhuma força pode romper este santuário sagrado,
O que o destino uniu se sentirá seguro.

Minha alma eterna te chama de minha.
Selados para sempre no desígnio do amor,
Uma verdade que nenhuma distância pode obscurecer.
Nascidos para estarem juntos, corações se alinham,
Minha alma eterna te chama de minha.

Uma Chama Solitária Arde Intensamente

Eu a observei chorar dia após dia,
Sua força, um escudo contra o desespero,
Embora sozinho, eu sonhava com um futuro mais brilhante.

Suas mãos, embora cansadas, moldavam o barro,
O peso que ela carregava, incomparável,
Eu a observei chorar dia após dia.

Através de sombras profundas, nenhuma luz permanecia,
Mas a esperança cintilava, feroz e rara,
Embora sozinho, eu sonhava com um futuro mais brilhante.

Seus suspiros entrecortados ao fim do dia,
Um testemunho de amor e cuidado,
Eu a observei chorar dia após dia.

Através de tempestades furiosas, eu orava suavemente,
Uma vida além do olhar cruel do mundo,
Embora sozinho, eu sonhava com um futuro mais brilhante.

Sua força tornou-se o raio do meu coração,
Seu amor, o fogo que sempre carregarei,
Eu a vi chorar dia após dia,
Embora sozinho, sonhei com um caminho mais brilhante.

Abraço Efêmero

Dançamos em momentos, emprestados e fugazes,
Seu toque é calor, embora os corações continuem batendo.
Sussurros persistem, promessas se desfazem suavemente,
O tempo nos mantém reféns enquanto nos desgastamos.

Diga que sou seu e silencie a verdade,
Este laço frágil, ao mesmo tempo chamativo e misterioso.
Em seus braços, um eco permanece,
Amor transitório, preso por correntes frágeis.

Michael

Bem-vindo a um perfil que realmente se destaca
Você tem o seu momento de brilhar
Você tem tempo para refletir
Deixe a multidão observar
Deixe-os julgar
Bem-vindo às águas rasas
Michael foi vítima da imaginação de uma criança.

A perseguição de Lúcifer

Anjo adormecido, anjo inocente, leve-a para o inferno.
Acorde-a agarrando seu pulso e veja suas bochechas empalidecerem.

Coloque-se sobre seu corpo, crave suas unhas em suas asas.
Você a desejou durante todo o inverno, então a toma e cai na primavera.

Veja as rosas em suas bochechas murcharem com o sal em suas lágrimas.
A cor some de seu rosto enquanto você se entrega a ela por trás.

Anjo adormecido, anjo inocente, leve-a para o inferno.

Ameace-a,
Ameace-a,
Implore para que ela não conte.

Arranque suas penas enquanto ela chora.
Faça seu corpo voltar a dormir.
Crave-se em sua cintura e enterre-a no inferno.

Distância Não Dita

Em cada amanhecer, meu amor se renova,  
Mas seu silêncio sussurra um eco distante,  
Como um rio que flui, mas não chega à nova,  
Escreve em névoa um futuro hesitante.

Teus olhos, estrelas que brilham em sombras,  
Guardam segredos, palavras não ditas,  
E na penumbra onde a saudade pondera,  
Os sentimentos dançam com as dores infinitas.

Cada dia que passa, a distância se estende,  
Um muro invisível, difícil de escalar,  
E mesmo que anseie, que o tempo compreende,  
A chama do amor não se deixa apagar.

Em meio ao silêncio que se faz possessivo,  
Na dança do destino, busco uma resposta,  
E espero que um dia, num gesto decisivo,  
Você rompa as correntes, e o amor se manifeste.

Ela era

Ela era como um botão tenro que foi forçada a desabrochar antes da hora, apenas para ser queimada por um sol que prometia vida, mas trazia a morte.