Uma semente de disfarce, tão pequena,
Plantada em solo onde a verdade não se formou.
Árvore da vida, raízes a se entrelaçar,
Cresço nas mentiras que você ousou semear.
Enraizada fundo, onde a sombra se faz,
Tento enxergar com olhos que a luz não traz.
Gritos frágeis ecoam, não podem fugir,
Presos no véu que insiste em cobrir.
O fruto do disfarce, agridoce ao provar,
Nascido do orgulho, que não sabe parar.
Sob o brilho que cega, apodreço em silêncio,
Cada mordida um peso, um lento veneno.
Mordo, engulo a ilusão,
Minto a mim mesmo, em busca de salvação.
Na dança das máscaras, sigo a fingir,
Sob a árvore da vida, tentando existir.
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