7 de jul. de 2026

A Semente do Disfarce

Uma semente de disfarce, tão pequena,  
Plantada em solo onde a verdade não se formou.  
Árvore da vida, raízes a se entrelaçar,  
Cresço nas mentiras que você ousou semear.  

Enraizada fundo, onde a sombra se faz,  
Tento enxergar com olhos que a luz não traz.  
Gritos frágeis ecoam, não podem fugir,  
Presos no véu que insiste em cobrir.  

O fruto do disfarce, agridoce ao provar,  
Nascido do orgulho, que não sabe parar.  
Sob o brilho que cega, apodreço em silêncio,  
Cada mordida um peso, um lento veneno.  

Mordo, engulo a ilusão,  
Minto a mim mesmo, em busca de salvação.  
Na dança das máscaras, sigo a fingir,  
Sob a árvore da vida, tentando existir.

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