7 de jul. de 2026

Flashes Fantasmagóricos

No céu, lampejos de espectros dançam,  
Visões fugazes, sombras que avançam.  
O desconhecido, cruel, se insinua,  
Golpeia o peito, a alma flutua.  

A melancolia, cinza, me rói,  
Estradas tortas onde o tempo se formou.  
A tempestade ri, sarcástica e fria,  
Trazendo caos, roubando harmonia.  

Com mãos trêmulas, marcas escondo,  
A consciência, oculta, se perco no fundo.  
A escuridão gruda, pegajosa e densa,  
Sirenes cortam, o silêncio é imensa.  

Bebo a solidão, selvagem, sem par,  
A hipocondria grita, quer me sufocar.  
Inveja pisa a alma, sonhos em clausura,  
Um cativeiro frio, sem luz, sem cura.  

Na estrada lamacenta, o passo é incerto,  
A sombra profetiza um destino deserto.  
Pássaros voam baixo, em círculos sombrios,  
Turbulência estranha, presságios vadios.  

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