Visões fugazes, sombras que avançam.
O desconhecido, cruel, se insinua,
Golpeia o peito, a alma flutua.
A melancolia, cinza, me rói,
Estradas tortas onde o tempo se formou.
A tempestade ri, sarcástica e fria,
Trazendo caos, roubando harmonia.
Com mãos trêmulas, marcas escondo,
A consciência, oculta, se perco no fundo.
A escuridão gruda, pegajosa e densa,
Sirenes cortam, o silêncio é imensa.
Bebo a solidão, selvagem, sem par,
A hipocondria grita, quer me sufocar.
Inveja pisa a alma, sonhos em clausura,
Um cativeiro frio, sem luz, sem cura.
Na estrada lamacenta, o passo é incerto,
A sombra profetiza um destino deserto.
Pássaros voam baixo, em círculos sombrios,
Turbulência estranha, presságios vadios.
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