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4 de mai. de 2026

Falsas Promessas

Construímos nossos sonhos sobre palavras frágeis,
Promessas suaves como areia.
Eu as guardei com carinho, acreditando que durariam,
Como castelos cuidadosamente planejados.

Mas o tempo varreu tudo,
E despedaçou nosso mundo.
Agora, votos quebrados jazem na praia,
Como fragmentos do meu coração.

Sob o Mesmo Céu

Por mais distantes que estejamos,
Silenciosos, mas intensos, teu coração ainda me fala.

Em cada alegria, em cada quietude repentina,
Teu pulso vibra na quietude.

O laço prateado que nos une —
Tão longe, e ainda tão perto, esticado, mas jamais se rompendo.

Mesmo através de tempestades que escurecem o horizonte, mesmo através de sombras que testam nossa luz,

Por mais distantes que estejamos, permanecemos sob o mesmo céu.

Por mais distantes que estejamos, trilhamos o mesmo caminho.

Por mais distantes que estejamos, carregamos o mesmo coração.

2 de mai. de 2026

Corrida Celestial

Será a corrida acima uma perseguição invisível?
Serão os passos divinos ou meramente rotineiros?
Maravilhas cintilam, a verdade vela sua faísca,
O certo e o errado deixam sua marca.

Perguntas florescem onde as respostas vacilam,
Corações inflexíveis, nenhum caminho a ser alterado.
Reflito, relembro, sempre buscando,
Pensamentos infinitos, minha mente fala.

Embriagado

Sinto seu gosto na minha língua,
Afogando-me no peso do seu amor,
A bebida pressionada contra meus lábios,
Uma queimação lenta em minha veia,
Eu me desfaço.

Um Porto Tranquilo

O mundo enlouqueceu, meu amigo, esse é o tema,
Cada cabeça é um teorema contínuo,
Todos correm em círculos, olhos esbugalhados,
E no horizonte — uma tempestade eterna,
As notícias gritam, como se estivessem em febre,
E todos ao redor não estão bem da cabeça.

No oceano do absurdo, onde os sonhos se afogam,
Há uma pequena ilha onde você e eu estamos,
Uma ilha de sanidade, um porto tranquilo,
Onde a voz da razão ainda não se calou.

Lá, ao mar, os demônios giram o carrossel,
A verdade já encalhou há muito tempo,
E em nossa cozinha, há chá e silêncio,
E essa profundidade não é tão assustadora,
Não acreditamos em máscaras, não acreditamos em mentiras,
Estamos apenas aprendendo a viver lentamente.

Deixe as tempestades rugirem e girarem, deixe tudo ir para o inferno,
Sabe, estou muito feliz com a minha liberdade,
Se ao menos eu pudesse manter meu coração, não enlouquecer,
Em um mundo onde só há uma leve comoção.

Ponto Zero

Na minha alma existe uma estação de trem abandonada,
Onde todos os trens partiam no horário,
Já disse tudo o que podia,
E encontrei o silêncio sob a minha pele.

As paredes são silenciosas, o teto pequeno demais,
Eu me atormentei neste quarto com a minha voz,
Os ponteiros do relógio diminuem a velocidade,
Só cai chuva pesada no meu coração.

Um passo para a escuridão onde as fronteiras são invisíveis,
Centenas de páginas vazias e silenciosas,
Não busco uma resposta neste mundo,
Onde parece que não existo mais.

Isso não é dor, é simplesmente o nada
Como um buraco no bolso, no casaco
Como uma tela onde o ruído branco está congelado,
Uma saída do coração e uma saída dos pensamentos.

Sem som, sem respiração, sem sombras desnecessárias,
A vida neste deserto se torna mais cruel,
Mas se você o preencher lentamente,
Talvez a alma volte a respirar.

Mas neste ponto, onde não há nada,
Você pode se criar,
A partir do som puro, do zero simples,
Para que a terra desperte sob seus pés.

Um passo para a escuridão onde as fronteiras são invisíveis,
Centenas de páginas vazias e páginas silenciosas,
Não procuro uma resposta neste mundo,
Onde parece que já não existo...

Quando Balões São Soltos

É normal questionar.
É normal se maravilhar.
Um único balão subindo.
Vários balões em voo.
O vento acariciando as caudas.
Céus repletos de corações e almas.
Parece que não pertencemos mais a este mundo.
Tudo se resume ao que se acredita.
Não à ilusão, mas à verdade.
Não me apego a rituais ou superstições.
Mas fico curioso quando balões são soltos.

As Gemas Perdidas

Bem-vindos! À terra das gemas perdidas,
Onde outrora cresciam seus fortes caules.

Julgadas, ignoradas e incompreendidas por todos,
Independentemente da dor e do sofrimento.

Elas iluminaram o caminho, revelando suas verdadeiras cores,
Mas essas luzes estavam encobertas por véus escuros.

Em vez de glorificar sua verdadeira essência,
Elas foram envoltas em um guia fabricado.

Para as gemas, viver se torna difícil,
Pois o poder lança uma carta cínica.

Até seu último suspiro, as gemas brilharam,
Sem perder a identidade que lhes era própria.

Essa é a razão pela qual a humanidade existe,
Mantendo a pressão para que as gemas renasçam.

1 de mai. de 2026

Miragens

Aquele que os marca com dor
Será cada um deles
Suas cabeças submersas no desconhecido
Envoltas nas transparências da ficção de contos de fadas.

Aquele que carrega o clima em seu rosto
Produzirá evidências tão criminosamente carregadas que beiram a loucura
Que suas mãos enfaixadas acalmem as feridas que carregam.

O florescimento de pensamentos sombrios nem sempre é uma falha do pecado
O olho de uma agulha possui habilidades paranormais
Cuidado com as miragens, examine os sinais ocultos do tolo
Aquele que espalha dor
Emergirá do reino da vida há muito morta.

Corrente

Nunca usei ecstasy

Mas consigo imaginar
Como seria.

Você me beijando.

Nunca quis reivindicar
Algo tanto assim

Meu.

Você é linda
Porque é livre.

Tenho medo de que meu amor
Te acorrente.

Ou talvez
Tenha medo de que ele

Me acorrente.

Soldado

Parece que os pessimistas são chamados de realistas e os otimistas de idealistas. A vida parece se basear em apenas uma dessas ideias, mas tenho uma fé genuína no que é bom, uma esperança inabalável de que tudo se resolva como deveria. Apesar das minhas neuroses, recuso-me a me submeter, porque se alguém permanece em seus dias sombrios, será consumido por eles.

Autópsia de Camus, arquivada em Causa Absurda

Os pulmões colapsaram.
Sem água.
Sem trauma.
Apenas… peso.

O patologista registrou o silêncio
Como sintoma.

Dentro do crânio:
Uma única frase gravada
Nas pregas corticais —
"Não há porquê."

Suas costelas dobraram-se para dentro
Como parênteses.

O coração?

Ainda intacto.

Mas, ao ser aberto,
Continha
Um ingresso de teatro
E uma pedrinha.

Não conseguiram determinar
Se foi suicídio
Ou filosofia.

Continue

Se não era
O que você queria.

Então por que
Você continuou
?

Tudo poderia ter
Acabado.

Sem tanta
Dor
Se você tivesse escolhido
Terminar as coisas

Do jeito certo.

Cidadão X

No azul do céu, um vazio se desenha,  
Mistérios dançam na borda da razão,  
Cidadão X em sua jornada estranha,  
Onde o riso é lágrima e a dor, canção.  

A vida é tiro certeiro na incerteza,  
Um enigma que nunca se revela claro,  
Como algodão-doce que ao toque se despesa,  
Brilhante e frágil no horizonte raro.  

Oh! Senhoras decepções que vêm e vão,  
Falam bobagens com a voz da existência;  
E entre holofotes busca-se a paixão—  
Um renascimento sem fim em sua essência.  

Eu uivo para o deserto à espera do eco,  
Do mistério ardente dos cuspidores de fogo;  
Não há mais surpresa neste mundo seco—   
Só um eterno retorno ao que foi e logo.  

O azul do céu ignora suas cores vivas,  
Esquece as sombras que o tempo destila;  
Mas aqui estou eu — alma pensativa —  
Vivendo entre risos e uma vida tranquila.

18 de abr. de 2026

Dentro da Mente

Dentro da mente está o pensamento,  
Vagueando em carne que apodrece,  
Na sombra do ser, amorosamente,  
Vivo, esperançoso, em um eterno contraste.  

O que é essa essência corrupta,  
Que sussurra dores à saúde frágil?  
Afaste-se, olhe para o além do espelho,  
Cada vida, uma página no livro da morte.  

Aqui ou ali, mas sem um lar,  
Vindo ou indo, apenas a se apagar,  
A vida, um teste que prenuncia  
O sonho, ao ecoar, da eternidade.  

Abençoados e amaldiçoados,  
Ouçam o grito do que se esvai,  
Caminhando para o céu ou inferno,  
Onde todos os pensamentos se desfazem.  

Sussurros perversos na descida,  
Somente o pensamento capta a dor,  
E em um instante, na gaiola se torna,  
Contando seus anos, à porta da morte.  

Eu sou a Loucura, aqui existindo,  
Dentro dos labirintos do pensar,  
Eu sou a criatura esquecida,  
No limiar de meu próprio despertar.  

17 de abr. de 2026

A Percepção

A percepção de paz é um pensamento distante,
As situações se tornaram difíceis de alcançar.
Um sorriso que acabará com
Toda escuridão e tristeza.

É uma ilusão
Que a vida realmente possa florescer.
Hoje não busco respostas da vida,
Porque já vi o suficiente para lutar!

16 de abr. de 2026

Abandono ou crescimento?

Quando sinto que simplesmente não é mais para mim…
Quando sinto que meu corpo não aguenta mais…
Quando sinto que não deveria mais estar fazendo isso…
Quando se torna um pensamento obsessivo…
Quando se torna apenas uma lembrança…
Quando se torna um fardo pesado demais para minha alma continuar carregando…

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Demônios se vão,  
Das sombras do interior,  
Busca-se alívio.  
Passos tímidos avante,  
Novo dia surgirá.  

14 de abr. de 2026

A Peça do Diabo

Por que essa sensação me parece tão estranhamente familiar?
Quando fecho os olhos, o episódio começa,
Você se coloca como a atriz principal
Nos cantos mais escuros do meu coração.

Rezei por libertação desse apego.
Essas experiências parecem antinaturais, invasivas,
Como uma presença que nunca pediu permissão.
Já paguei o preço em silêncio.

Já suportei o suficiente.
Confessei minhas falhas e pedi misericórdia.
Eu me libertei. 
Então, por que você não?

A Cigana na Caverna

O véu da sombra, numa caverna fria,  
Espero o sol que aquece, a luz que me guia.  
Quero o calor do teu rosto, o fogo do teu olhar,  
Teu beijo que incendeia, um lar a me abrigar.  

Dá-me tudo, alma inteira, sem nada ocultar,  
Teu amor é minha bússola, meu norte a encontrar.  
Te amo em silêncio, com verdade que não minto,  
E quando perderes o rumo, serei teu labirinto.  

Guiarei teus passos, nas curvas da emoção,  
Um farol na escuridão, pulsar do coração.  
Vem, amante, traça o caminho, não temas errar,  
Somos do mesmo destino, nascidos pra se amar.  

Na penumbra, tanto tempo, meu mundo se formou,  
Teu brilho agora me cega, meu peito se formou.  
Tão belo, tão vivo, com teu violão a cantar,  
Despejas amor em notas, que não sei alcançar.  

Vejo-te com ela, teu coração a se doar,  
E invejo, em segredo, o que não posso tocar.  
Cigana na caverna, só sonhos a abraçar,  
Espero, desejo, anseio, teu amor conquistar.