Vagueando em carne que apodrece,
Na sombra do ser, amorosamente,
Vivo, esperançoso, em um eterno contraste.
O que é essa essência corrupta,
Que sussurra dores à saúde frágil?
Afaste-se, olhe para o além do espelho,
Cada vida, uma página no livro da morte.
Aqui ou ali, mas sem um lar,
Vindo ou indo, apenas a se apagar,
A vida, um teste que prenuncia
O sonho, ao ecoar, da eternidade.
Abençoados e amaldiçoados,
Ouçam o grito do que se esvai,
Caminhando para o céu ou inferno,
Onde todos os pensamentos se desfazem.
Sussurros perversos na descida,
Somente o pensamento capta a dor,
E em um instante, na gaiola se torna,
Contando seus anos, à porta da morte.
Eu sou a Loucura, aqui existindo,
Dentro dos labirintos do pensar,
Eu sou a criatura esquecida,
No limiar de meu próprio despertar.
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