Em um mistério moderno nos escondemos,
Longe de calendários, tempos esquecidos,
Um olhar ressoa, longo e tenso,
Tarde demais para mudar os sentidos.
Duas escuridões em busca do passado,
Como a maré que sempre vem e vai,
Línguas que esqueceram o alfabeto amado,
Um eco distante, um sussurro que cai.
Nessa era que tudo mede pela pressa,
Nós somos o atraso, a pausa, a dor.
Um mundo que queima em busca da resposta,
Mas somos a pergunta, o temor do amor.
Poderíamos ser luz, calor, conexão,
Mas nos tornamos rastros na água a fluir,
Como um ponto final, sem conclusão,
Um eco que insiste em não existir.
Assim é o amor em tempos de agora,
Reconhecimento da impossibilidade,
Não o calor, mas a sombra que implora,
Eternamente presos na saudade.
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