Numa dança lenta que o tempo não fere,
Duas solidões tecem suas franquesas.
Sombras que se cruzam, almas imensas,
Colidindo em silêncio onde o amor se fere,
No eco mudo das horas suspensas.
Em labirintos que cercam nossas crenças,
Construindo verdades que o olhar prefere,
Duas solidões tecem suas franquesas.
O passado nos chama com vozes intensas,
Mas o futuro é um espelho que não se refere,
No eco mudo das horas suspensas.
Em cada gesto, um peso que se pensa,
E as memórias se transformam em um jarro que fere;
Duas solidões tecem suas franquesas.
E assim seguimos, em busca das essências,
Duas escuridões que a esperança intercede,
No eco mudo das horas suspensas,
Duas solidões tecem suas franquesas.
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