9 de jul. de 2026
Perdi minha identidade
Me vejo tentando refazer meus passos, na esperança de encontrar onde me perdi, mas acabo com mais perguntas do que respostas, como sempre.
A Ilusão
Vamos ser sinceros, sem fingimento.
Era só ilusão, a gente sabe disso.
No fundo, a gente não sabe de nada.
Não entende nada disso.
É pura ilusão, mesmo assim a gente acredita.
Será que moral é mesmo princípio?
Quem inventou isso, ninguém sabe.
O que a gente segue… é real ou é só teatro?
Quem é que sabe de verdade?
Justiça, quem foi que criou essa palavra?
Pra um é justiça, pro outro é crime.
O que é certo? O que é errado?
Ninguém sabe de fato.
A gente não sabe se Deus existe ou não existe.
Mesmo assim escolhe: ou ateísmo, ou espiritualidade.
Mas quase ninguém tem coragem de falar:
“Eu não sei.”
Os poderosos é que fazem as regras.
Eles são os donos, os caçadores.
Nós somos só a caça,
Enquanto eles ficam protegidos debaixo do governo.
Vida Após a Morte
No crepúsculo, a sombra se estende,
O sussurro da morte dança no ar,
E na bruma onde o tempo se rende,
Almas vagam em eterno pesar.
Lágrimas caem como orvalho cruel,
Sobre sepulturas de sonhos quebrados,
Fantasmas gritam em um eco infiel,
A vida após a morte: segredos guardados.
Corações pulsantes já não mais batem,
Desvanecendo sob o peso da dor;
Os que amaram e os que desataram,
Perdem-se nas trevas do eterno clamor.
E as palavras? Pó na língua envenenada,
Redenção prometida em tempos perdidos;
Mas quem se ergue quando a fé é negada?
As auréolas brilham sobre rostos esquecidos.
Houve um dia em que tudo era claro,
Mas o céu ruiu com o peso da verdade.
O homem que quis ser Deus agora é raro,
E a vida após a morte é só calamidade.
8 de jul. de 2026
Pulso Rebelde
Sem correntes, mas meu espírito ainda está preso,
O sangue corre vermelho, mas não clama.
Pele como terra, suas coroas se decompõem,
Mito do Cristo branco, domínio da verdade negra.
A revolta vibra, a música inflama a luta,
O punk chama a alma esta noite.
Todas as mãos se unem, ninguém fica de fora,
O ritmo da liberdade pulsa em cada coração.
Onde as Marés Um Dia Me Conheceram
Eu fiquei onde a memória beijou a areia,
Observei o mar esquecer meu nome.
A linha costeira mudou, lenta e estranha,
Um hino que eu não conseguia mais cantar.
Raízes arrancadas do lugar onde cresceram,
Sussurros de lar dissolvidos ao vento.
Contudo, carrego tempestades como uma verdade silenciosa,
Construindo abrigo no abraço do vazio.
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