8 de jul. de 2026

Pulso Rebelde

Sem correntes, mas meu espírito ainda está preso,
O sangue corre vermelho, mas não clama.
Pele como terra, suas coroas se decompõem,
Mito do Cristo branco, domínio da verdade negra.

A revolta vibra, a música inflama a luta,
O punk chama a alma esta noite.
Todas as mãos se unem, ninguém fica de fora,
O ritmo da liberdade pulsa em cada coração.

Onde as Marés Um Dia Me Conheceram

Eu fiquei onde a memória beijou a areia,
Observei o mar esquecer meu nome.
A linha costeira mudou, lenta e estranha,
Um hino que eu não conseguia mais cantar.

Raízes arrancadas do lugar onde cresceram,
Sussurros de lar dissolvidos ao vento.
Contudo, carrego tempestades como uma verdade silenciosa,
Construindo abrigo no abraço do vazio.

Pomposo

Deixe seu esnobismo fora da arte,
Habilidade é bom, mas habilidade não pode substituir o coração,
Se você gosta tanto de ser pedante, por que começar?
Enquanto você abraçar sua alma, você sempre terá um lugar.

Máculas

Meu coração se partiu,
Minha mente se fragmentou,
Em pé em uma montanha sagrada,
Esperando pelo êxtase.

Sentimentos desmoronam,
Perdendo minha estatura,
Perdi tanto que você não pode comparar,
E um amor que não consigo capturar.

Tanta dor,
Que não consigo esquecer
Eu me detive nas máculas,
Muito antes de nos conhecermos.

Então todas as cicatrizes,
Que cobrem meu coração,
Foram feitas das mágoas,
Causadas pelas minhas estrelas cadentes.

Porque toda a esperança que eu tinha para nós,
Era tudo o que eu queria,
Então agora eu apenas me detenho na escuridão,
Com minhas máculas me assombrando.

7 de jul. de 2026

Pequenos Demônios

Nos cantos escuros da mente, onde a sombra se instala,
Espreitam os demônios, pequenos e sorrateiros, que se amontoam.
Na juventude vulnerável, agarram-se com força,
Afogando em angústia, em sofrimento profundo e absorto.

Anos se passam, ocultos em recantos sombrios,
silenciosos e pacientes, aguardando o momento propício.
E então, deslizam insidiosamente, sussurrando aos ouvidos,
veneno destilado em palavras, que ferem e corroem.

"Não és suficiente", sibilam, gélidos e cruéis,
"apenas um vazio a preencher, um substituto cruel".
"Tu és o frio que congela, a solidão que se instala",
a auto-estima corroída, em ruínas e sem consolo.

Crê-se na derrota, na expulsão dos espectros malignos,
mas a posse se completa, em domínio silencioso e profundo.
A ilusão de liberdade, uma máscara que se esvai,
sob o peso dos sussurros, que a alma consome em vão.

E assim, na escuridão, os demônios se alimentam,
da fragilidade e insegurança, que eles mesmos criam.
Um ciclo perverso e sombrio, difícil de quebrar,
a batalha contra si mesmo, uma luta sem fim, para escapar.