7 de mar. de 2026

A Marca do Conhecimento

O amor abre feridas, invisíveis, mas sempre profundas.
Uma dor sombria que se aprofunda, ressoa.
"Se eu soubesse", lamenta o coração,
Mas não há culpa na primeira investida do amor.

Ser amado injustamente é uma chama amarga,
Mas sua queima gera sabedoria.
Nas cicatrizes, a verdade do amor cria raízes,
Pois o conhecimento floresce onde antes havia dor.

A Noite

A noite desce, e com ela a agonia,
Coração pesado, sem luz, sem alegria.
Outra decepção, um fardo a carregar,
Costuro as feridas, o corpo a sangrar.

Arde a dor que chegou, recente, voraz,
Nesta noite que dói, meu corpo jaz,
Um vazio profundo, que clama por paz.
Preciso de carinho, um afago, um cais.

Vagando

A terra dos sonhos me leva a costas desconhecidas,
Juntos vagamos por paisagens surreais,
Rios despencam pelas encostas das montanhas.

Nuvens formam figuras ao flutuarem,
Encontramos um lar um no outro,
Em sonhos, na vida, juntos crescemos.

Em Todo Lugar

As palavras rimam como se pertencessem a ele,
Ela apenas cantarola, e isso se torna uma canção,
As faíscas do ritmo brilham,
Ela sorri e ilumina o caminho,
Os temas se entrelaçam em um poema,
Ela os tece em um raio de sol,
Flui como um riacho, um riacho de preocupação,
Ela simplesmente parece estar lá,
Aqui, ali e em todo lugar...

Trem

A tela, sufocada pela tinta,
Capturando os sonhos de um santo condenado,
Cores distorcendo a chuva que afoga,
Preto e branco descendo pelo ralo,
Yin e Yang em um trem mundano,
Levemente pendurado em uma corrente de barro,
A tela carrega o fardo da dor,
Da melancolia, da culpa, das perdas e dos ganhos,
A arte continua carregando o nome,
Dos pecadores e santos que partiram...