2 de mai. de 2026

Corrida Celestial

Será a corrida acima uma perseguição invisível?
Serão os passos divinos ou meramente rotineiros?
Maravilhas cintilam, a verdade vela sua faísca,
O certo e o errado deixam sua marca.

Perguntas florescem onde as respostas vacilam,
Corações inflexíveis, nenhum caminho a ser alterado.
Reflito, relembro, sempre buscando,
Pensamentos infinitos, minha mente fala.

Embriagado

Sinto seu gosto na minha língua,
Afogando-me no peso do seu amor,
A bebida pressionada contra meus lábios,
Uma queimação lenta em minha veia,
Eu me desfaço.

Um Porto Tranquilo

O mundo enlouqueceu, meu amigo, esse é o tema,
Cada cabeça é um teorema contínuo,
Todos correm em círculos, olhos esbugalhados,
E no horizonte — uma tempestade eterna,
As notícias gritam, como se estivessem em febre,
E todos ao redor não estão bem da cabeça.

No oceano do absurdo, onde os sonhos se afogam,
Há uma pequena ilha onde você e eu estamos,
Uma ilha de sanidade, um porto tranquilo,
Onde a voz da razão ainda não se calou.

Lá, ao mar, os demônios giram o carrossel,
A verdade já encalhou há muito tempo,
E em nossa cozinha, há chá e silêncio,
E essa profundidade não é tão assustadora,
Não acreditamos em máscaras, não acreditamos em mentiras,
Estamos apenas aprendendo a viver lentamente.

Deixe as tempestades rugirem e girarem, deixe tudo ir para o inferno,
Sabe, estou muito feliz com a minha liberdade,
Se ao menos eu pudesse manter meu coração, não enlouquecer,
Em um mundo onde só há uma leve comoção.

Ponto Zero

Na minha alma existe uma estação de trem abandonada,
Onde todos os trens partiam no horário,
Já disse tudo o que podia,
E encontrei o silêncio sob a minha pele.

As paredes são silenciosas, o teto pequeno demais,
Eu me atormentei neste quarto com a minha voz,
Os ponteiros do relógio diminuem a velocidade,
Só cai chuva pesada no meu coração.

Um passo para a escuridão onde as fronteiras são invisíveis,
Centenas de páginas vazias e silenciosas,
Não busco uma resposta neste mundo,
Onde parece que não existo mais.

Isso não é dor, é simplesmente o nada
Como um buraco no bolso, no casaco
Como uma tela onde o ruído branco está congelado,
Uma saída do coração e uma saída dos pensamentos.

Sem som, sem respiração, sem sombras desnecessárias,
A vida neste deserto se torna mais cruel,
Mas se você o preencher lentamente,
Talvez a alma volte a respirar.

Mas neste ponto, onde não há nada,
Você pode se criar,
A partir do som puro, do zero simples,
Para que a terra desperte sob seus pés.

Um passo para a escuridão onde as fronteiras são invisíveis,
Centenas de páginas vazias e páginas silenciosas,
Não procuro uma resposta neste mundo,
Onde parece que já não existo...

Quando Balões São Soltos

É normal questionar.
É normal se maravilhar.
Um único balão subindo.
Vários balões em voo.
O vento acariciando as caudas.
Céus repletos de corações e almas.
Parece que não pertencemos mais a este mundo.
Tudo se resume ao que se acredita.
Não à ilusão, mas à verdade.
Não me apego a rituais ou superstições.
Mas fico curioso quando balões são soltos.