12 de jul. de 2026

O Significado das Estrelas

Elas se espalham pela noite aveludada,
Sussurros costurados em fios de luz,
Histórias antigas queimando, suaves e distantes,
Cada lampejo sabendo quem somos.

São as perguntas que um dia choramos,
Respostas à deriva, indefinidas,
A música silenciosa da escuridão,
Guiando andarilhos por uma faísca.

São os ecos dos nossos sonhos,
Reflexos em correntes celestiais,
Promessas impressas no vazio,
De que nada belo é destruído.

E quando nossos olhos as contemplam lá em cima,
Sentimos seu amor distante e paciente,
Pois as estrelas nos lembram, brilhantes e tímidas,
Que até mesmo pequenas luzes transformam o céu.

9 de jul. de 2026

Perdi minha identidade

Me vejo tentando refazer meus passos, na esperança de encontrar onde me perdi, mas acabo com mais perguntas do que respostas, como sempre.

A Ilusão

Vamos ser sinceros, sem fingimento.
Era só ilusão, a gente sabe disso.
No fundo, a gente não sabe de nada.
Não entende nada disso.

É pura ilusão, mesmo assim a gente acredita.
Será que moral é mesmo princípio?
Quem inventou isso, ninguém sabe.
O que a gente segue… é real ou é só teatro?

Quem é que sabe de verdade?
Justiça, quem foi que criou essa palavra?
Pra um é justiça, pro outro é crime.
O que é certo? O que é errado?

Ninguém sabe de fato.
A gente não sabe se Deus existe ou não existe.
Mesmo assim escolhe: ou ateísmo, ou espiritualidade.
Mas quase ninguém tem coragem de falar:
“Eu não sei.”

Os poderosos é que fazem as regras.
Eles são os donos, os caçadores.
Nós somos só a caça,
Enquanto eles ficam protegidos debaixo do governo.

Vida Após a Morte

No crepúsculo, a sombra se estende,  
O sussurro da morte dança no ar,  
E na bruma onde o tempo se rende,  
Almas vagam em eterno pesar.

Lágrimas caem como orvalho cruel,  
Sobre sepulturas de sonhos quebrados,  
Fantasmas gritam em um eco infiel,  
A vida após a morte: segredos guardados.

Corações pulsantes já não mais batem,  
Desvanecendo sob o peso da dor;  
Os que amaram e os que desataram,  
Perdem-se nas trevas do eterno clamor.

E as palavras? Pó na língua envenenada,  
Redenção prometida em tempos perdidos;  
Mas quem se ergue quando a fé é negada?  
As auréolas brilham sobre rostos esquecidos.

Houve um dia em que tudo era claro,  
Mas o céu ruiu com o peso da verdade.   
O homem que quis ser Deus agora é raro,   
E a vida após a morte é só calamidade.

8 de jul. de 2026

Pulso Rebelde

Sem correntes, mas meu espírito ainda está preso,
O sangue corre vermelho, mas não clama.
Pele como terra, suas coroas se decompõem,
Mito do Cristo branco, domínio da verdade negra.

A revolta vibra, a música inflama a luta,
O punk chama a alma esta noite.
Todas as mãos se unem, ninguém fica de fora,
O ritmo da liberdade pulsa em cada coração.