Essas paredes são de vidro e osso,
Uma prisão de escolhas que eu mesmo chamei de lar.
A fechadura enferrujou, a chave ficou fina,
Preso pelo peso do pecado do meu próprio vício.
O mundo lá fora é só uma luz distante,
Enquanto eu fujo dessas sombras noite após noite.
Estico a mão pras grades, mas elas só se dobram,
Troco meu calor por um hábito gelado.
Eu imploro por liberdade dessa cela que carrego dentro de mim,
E rezo baixinho pra que você perdoe todos os meus erros.
Tento alcançar um céu que já não consigo enxergar,
Sou só um fantasma num quarto, querendo tanto ser livre.
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