2 de jun. de 2026

O Abismo Silencioso

Eu o observei, uma visão sombria,
Seus olhos, antes vastos, agora vazios como orvalho.

Sem brilho, sem calor, sem sinal de conexão,
Apenas um vazio onde as estrelas se extinguem.

Ele despreza ou lamenta em dor?

As respostas se afogam em um refrão frio.

Meus pensamentos se estendem, tropeçam e caem,
Ecoando o silêncio, sem ponte alguma.

Sozinho

Tento me lembrar
de que ninguém caminha sozinho nesta vida,
que em algum lugar além destas paredes
alguém também está lutando para respirar.

Mas a noite tem uma maneira cruel
de desfazer todo pensamento reconfortante.

Quando me deito acordado no escuro,
o silêncio se torna ameaçador.

As sombras se estendem pelo quarto,
e todo medo que enterrei à luz do dia
encontra o caminho de volta para mim.

Os monstros rastejam silenciosamente então,
não debaixo da cama,
mas dentro da minha mente,
sussurrando que ninguém jamais poderia entender
o peso que carrego.

E na quietude,
com apenas o zumbido da noite ao meu lado,
sinto a dor de ser invisível.

Sinto o vazio se instalar no meu peito.

Sinto-me sozinho.

Esculturas Perfeitas

Como posso contemplar a lua em toda a sua beleza quando Deus levou nove meses para aperfeiçoar seus olhos?

Ele esculpiu aquilo que a lua só pode imaginar um dia se tornar.