Continuo olhando para baixo,
Quando tudo está quieto,
As poças refletem a luz das guerras
Que se chocam em terras distantes.
Uma dança eterna, não tão bruxuleante,
Não tão brilhante,
Mas viva, ondula e se entrelaça,
No espelho líquido da minha solidão.
Foda-se os deuses e todo aquele brilho,
Eu tinha certeza de que conseguiria fazer tudo direito desta vez,
Mas o rosto torto no derretimento errante da neve
Revela a arrogância que insiste em permanecer,
Neste portal entre brilhos,
Entre sombras,
Entre o que é e o que parece ser.
E ainda assim, olho para baixo,
Esperando que as poças revelem
Não só guerras distantes,
Mas também o que há em mim,
Que insiste em se perder,
Entre o reflexo e a realidade.
0 comments:
Postar um comentário