Afreta a mente, sem nome a dar,
Alexitimia, que causa um enigma a desvendar,
Uma sombra, um reflexo, sem se revelar.
O que sinto, no eco do vazio,
O que vejo, se tudo é bravio?
Dentro de mim, um ser, cego e sem guia,
Perscrutando emoções, em mares de maresia.
Não penso na curva do vento,
A razão escoa, sem firmamento,
Opções me são dadas, sutil exigência,
Será alegria ou só consonância?
Na busca do nome, chamava depressão,
Um porto seguro, uma falsa impressão,
Mas disseram-me ao ouvido, a verdade entoaram,
Era outra a voz que me interrogava.
Conhecimento, chama nas sombras, tão clara,
Que ilumine caminhos e verdades avistadas,
Em meio ao desconhecido, desejo, almejo,
Que esta viagem me leve ao ensejo,
De sentir, de ver, sem véus a barrar,
De saber quem sou, de me encontrar,
Na intricada dança entre ser e sentir,
Alexitimia, um dia, por fim, diluir.
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