16 de jun. de 2026

Lançado em Águas Frias

Lança-me em águas que não sabem fluir, imagina-me sob a luz das estrelas, lembra-te de mim como a chuva pesada na cidade.

Um despertar frio e desesperado, perdido na geada de coisas indizíveis, preso numa teia de aranha, enquanto corações se transformam em mofo.

Humilde meu começo, esteja comigo até a morte, no fim da miséria, não vejo futuro algum.

Pois isso permanece comigo, por todos os meus dias, persistindo nas profundezas da tristeza.

Mas abandonado à própria sorte.

O que apaga toda a minha dor, as nuvens de tempestade se acumulam no céu, mas não vejo uma gota de chuva, pois seu amor por mim agora morreu.

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