Acontece nos caminhos,
Que escolhi percorrer há muito tempo
Antes da decadência.
Porque elas estão tagarelando de novo -
Um discurso interminável, uma tagarelice incessante
E acho que já chega,
Já chega de todas elas.
Os homenzinhos com talheres,
Com brinquedos e corpos torturados,
E seus seguidores com mariposas no lugar do cérebro,
Que esvoaçam em crânios mortos.
As luzes de festa em terras enterradas,
Profanando o conhecimento ancestral,
Pois tudo gira em torno do que o papai tem,
E do que você também quer.
Os exibicionistas com seios de plástico,
Suas mãos pontiagudas cerradas com força,
E suas línguas reveladoras em cada cocho,
E tronco do qual se alimentam.
As rãs marchando com presas retorcidas,
Sua lealdade às ordens,
Latindo para reis tagarelas em currais
Ou fantasmas em pedaços.
O baque alto e mentiroso de cabeça de carcaça
De quase-humanos
Que, enfurecidos pelo verme magro do acaso,
Destrói três mil anos.
Os dispositivos assombrados em nossas mãos,
Possuindo tudo em movimento,
Enquanto o gênio gritante em todos nós
Primeiro se desvanece, depois desaparece.
A tempestade de tagarelice envolve um mundo
Desprovido de suas criações
E o lento inchaço de nossos tempos vazios
Devora mais - está prestes a explodir -
E monstros em seus palácios -
Satisfeitos, sem direção -
Discutem sem parar e murmuram quem é o melhor,
Empanturrados com o seu pior.
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