Sem água.
Sem trauma.
Apenas… peso.
O patologista registrou o silêncio
Como sintoma.
Dentro do crânio:
Uma única frase gravada
Nas pregas corticais —
"Não há porquê."
Suas costelas dobraram-se para dentro
Como parênteses.
O coração?
Ainda intacto.
Mas, ao ser aberto,
Continha
Um ingresso de teatro
E uma pedrinha.
Não conseguiram determinar
Se foi suicídio
Ou filosofia.
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