Em partir sem amargura,
Em escolher a paz
Em vez de incendiar cada despedida.
Nem todo fim precisa se tornar uma guerra,
Nem toda ferida precisa gritar
Só para provar que um dia existiu.
Então parei de perseguir
O que já estava indo embora.
Parei de me diminuir
Para caber em lugares que nunca me pareceram um lar.
Algumas partidas doem profundamente,
Mas permanecer onde o amor é incerto
Dói muito mais.
E ainda existem pessoas
Cuja ausência persiste como uma sombra —
Não porque exigiam atenção,
Mas porque sua presença
Carregava algo raro,
Algo que não pode ser substituído
Uma vez que se vai.
Mas não imploro mais
Para ser escolhida, compreendida ou mantida.
Sigo em frente silenciosamente agora,
Sem precisar de vingança
Por aqueles que escolheram a distância.
O silêncio me ensinou
Que a dignidade também pode ser uma forma de cura.
Porque o que foi real
Não precisa ser estridente para importar.
As verdadeiras conexões não desaparecem
Simplesmente porque terminaram.
Elas permanecem suavemente na alma
Sem pedir para serem revividas,
Apenas lembradas
Pela profundidade que um dia carregaram.
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