Fiquei tão obcecado com a vida dos outros que me esqueço da minha própria.
Me destruí repetidas vezes apenas para poupar os outros da dor que dilacera a pele.
Enquanto isso, restam apenas as cicatrizes.
Estou de luto, mas nunca ouso demonstrá-lo.
Percebi que não há fim para esse sofrimento profundo, pois somos nossa própria ruína.
Tornei-me uma réplica de quem eu pensava ser e queria ser.
Mas nunca consegui atender às expectativas que criei para mim mesmo.
Então, em vez disso, finjo, e agora sinto que o valor do insignificante diminuiu e não estou mais escondido sob o vale que me manteve seguro por todos esses anos.
Sou incapaz de reconhecer a pessoa que está diante de mim no espelho.
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