7 de jul. de 2026

Morto pela Morte

Cercado pelas sombras, um destino selado,
Morto pela morte, um enigma revelado.
A vida, uma piada de humor macabro,
Rindo da desgraça, um passo no vácuo.

O lago observador, em silêncio paira,
Seu fluxo interrompido, a dor não recua.
Ecos de lamento nas margens sussurram,
Desesperança gravada em pedras que murmuram.

Banqueteio entre mentes, mas permaneço faminto,
Buscando no caos um talento indistinto.
Desenho escuridão com palavras afligidas,
Acolhido por almas que as costas torcidas.

Minha história, um fardo de vidro quebrado,
Contado por enigmas, deixado de lado.
O paradoxo do riso e da respiração amarga,
Um flerte incessante, na morte se embarga.

A criança encontrou a luz esfacelada,
Entre risos nervosos e a visão embaçada.
No almoço, devoro visões, mas cego estou,
Fios de destino em volta, cercando-me sem fim.

Aos gemidos do mundo, meus ouvidos escutam,
Na neblina cerebral, pensamentos se tumultuam.
É o caos, no entanto, onde a loucura floresce,
Um labirinto de som e fúria que nunca arrefece.

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