7 de jul. de 2026

Pequenos Demônios

Nos cantos escuros da mente, onde a sombra se instala,
Espreitam os demônios, pequenos e sorrateiros, que se amontoam.
Na juventude vulnerável, agarram-se com força,
Afogando em angústia, em sofrimento profundo e absorto.

Anos se passam, ocultos em recantos sombrios,
silenciosos e pacientes, aguardando o momento propício.
E então, deslizam insidiosamente, sussurrando aos ouvidos,
veneno destilado em palavras, que ferem e corroem.

"Não és suficiente", sibilam, gélidos e cruéis,
"apenas um vazio a preencher, um substituto cruel".
"Tu és o frio que congela, a solidão que se instala",
a auto-estima corroída, em ruínas e sem consolo.

Crê-se na derrota, na expulsão dos espectros malignos,
mas a posse se completa, em domínio silencioso e profundo.
A ilusão de liberdade, uma máscara que se esvai,
sob o peso dos sussurros, que a alma consome em vão.

E assim, na escuridão, os demônios se alimentam,
da fragilidade e insegurança, que eles mesmos criam.
Um ciclo perverso e sombrio, difícil de quebrar,
a batalha contra si mesmo, uma luta sem fim, para escapar.

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