O sussurro da morte dança no ar,
E na bruma onde o tempo se rende,
Almas vagam em eterno pesar.
Lágrimas caem como orvalho cruel,
Sobre sepulturas de sonhos quebrados,
Fantasmas gritam em um eco infiel,
A vida após a morte: segredos guardados.
Corações pulsantes já não mais batem,
Desvanecendo sob o peso da dor;
Os que amaram e os que desataram,
Perdem-se nas trevas do eterno clamor.
E as palavras? Pó na língua envenenada,
Redenção prometida em tempos perdidos;
Mas quem se ergue quando a fé é negada?
As auréolas brilham sobre rostos esquecidos.
Houve um dia em que tudo era claro,
Mas o céu ruiu com o peso da verdade.
O homem que quis ser Deus agora é raro,
E a vida após a morte é só calamidade.
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