Minha voz se fecha como uma carta nunca enviada.
Permaneço em silêncio, não por não ter nada a dizer,
Mas porque meus sentimentos são pesados demais Para serem expressos em voz alta.
Dentro de mim, oceanos se movem sem permissão.
Luto, esperança, raiva, amor,
Todos aprendendo a respirar na escuridão.
Meu silêncio é frequentemente confundido com vazio,
Como se a quietude significasse ausência,
Como se a água calma não tivesse profundidade.
Pode parecer que nada me importa,
Como se eu fosse intocado, imutável, inabalável.
Mas tudo importa.
Cada palavra não dita deixa uma cicatriz.
Cada momento em que não me defendo,
Grava outra verdade em meus ossos.
Não sou oco.
Estou carregando muito peso ao mesmo tempo.
Então, se eu permanecer em silêncio, se eu desaparecer na paisagem,
Diga-me, é justo chamar isso de vazio,
quando na verdade é um coração tentando não se partir?
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