e almofadas da infância que esperam a luz do sol
para derrubar os livros de mesa
espalhando memórias no tapete da mamãe
enquanto ela espera que o papai se livre de suas rugas douradas
no sofá, ouvindo os bondes
com amantes passando bufando pelas portas francesas
que escondem doces e beijos
borrando as pedras da calçada sem mim
então eu ando por esta sala de estar
enquanto os taxistas passam e esta lâmpada que se apaga.
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