16 de jan. de 2026

Verdade da Vida

Verdade da vida
Começamos como sonhos nos olhos de outra pessoa,
Aprendemos a andar, a falar, a nos levantar.

Antes de aprendermos o que nós realmente sentimos,
Aprendemos a obedecer, a esconder.

Na infância, os desejos são moldados suavemente,
Ajustados para se encaixarem em regras das quais nunca escapamos.

“Faça isso, seja aquilo, não pergunte por quê”,
Tão cedo aprendemos a silenciar o grito.

Corações adolescentes ardem, inquietos e barulhentos,
Buscando a si mesmos em uma multidão julgadora.

Queremos viver, escolher nosso caminho,
Mas o medo de perder o amor nos faz ficar.

A vida adulta traz correntes mais pesadas,
Responsabilidades costuradas com dores silenciosas.

Sonhos são adiados, paixões esperam,
Enquanto construímos vidas que outros chamam de “grandes”.

Vivemos pela família, pela sociedade, por nomes,
Por respeito, por papéis, para evitar culpa.

O espelho pergunta, em raros momentos:

“Para onde você foi?” — paramos e encaramos.

A velhice sussurra com olhos cansados,
Sobre caminhos não percorridos, suspiros abafados.
Sorrimos para aqueles que estão por perto,
Enquanto verdades não ditas morrem lentamente.

E em algum lugar entre o primeiro e o último suspiro,
Nossos próprios desejos se perdem no passado.
Queríamos viver para nós mesmos, é verdade,
Mas vivemos para os outros… até o fim da vida.

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