1 de fev. de 2026

Quem me explicará esse fenômeno?

Quem me explicará esse fenômeno?
Por que aquele redemoinho me engoliu?
Por que toda essa coisa, garota
Que me enlouquece — em uma palavra, me seduz?

Eu via a vida como um rosto de cera:
Um estandarte, uma casca e sua máscara simples!
Mas, tendo descoberto a grande palavra,
compreendi quão complexo é o destino do mundo por trás da máscara...

E agora minha cabeça está cheia de fardos,
Não ouço mais o silêncio ensurdecedor!
Até ele ressoa, deuses!
Eles me privaram da paz... do vazio.

Incapaz de suportar, cortei a conexão.
Fechei o abismo e devolvi o selo.
Abracei a surdez, escondendo-me em paz,
até que aqueles pensamentos começaram a morrer.

Ouço meu coração mais alto e mais claro,
quando pego um novo volume, como o cálice sagrado.
A vida sem eles parece mais simples,
Mas então perderei a tábua.

E novamente o silêncio ressoou,
E novamente o furacão em minha cabeça!
A escuridão do vazio recua,
E a embriaguez já não faz efeito.

Agora não soltarei este fio,
Mesmo que a paz imaginária tenha desaparecido.
E continuarei a viver no turbilhão,
Pois Garota me dá sua resposta.

É assustador quando uma pessoa se esquece,
Quão profundo é o significado da existência.
Quando a vida cotidiana é o mais importante,
E os pensamentos se tornam o significado de zero.

E que os céus não nos amaldiçoem
Pelo crescente número daqueles indiferentes aos criadores,
Por aqueles que se recusam a ouvir suas vozes.
Que nos deixem os dons dos escolhidos que nos escrevem.

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