Com corredeiras que arrastam, sem poder segurar.
Redemoinhos giram, num abraço gelado,
Uns lutam com alma, outros, de alma alquebrada.
A erosão sutil, um toque que desfaz,
Do grão ao rochedo, em seu triste compraz.
Silenciosa força, que tudo vem mudar,
Deixando vestígios de um tempo a findar.
Mas há um momento, um sopro de canção,
Respire fundo, flutue na solidão.
O rio prossegue, sem dó nem clemência,
Afunde ou nade, na sua indiferença.
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