2 de fev. de 2026

Uma velha casa quase em ruínas

A poeira do tempo cobriu meus móveis gastos,
Onde outrora dignitários se sentavam para o chá da tarde,
A tinta descasca da parede como se fosse uma queimadura de sol,
Guardando cada conversa em seu papel.
O chão range e geme como uma besta ancestral.

Onde antes dançavam em meu piso de madeira
Um lugar onde amantes se encontram para cortejar
Em alguns lugares, estou marcado por vigas apodrecidas
Que outrora sustentaram os passos de um dono de casa.

Meus peitoris permanecem silenciosos, cobertos por camadas de tinta
Alguns estão rachados por vândalos com pedras
Que não respeitam os monumentos do passado
E preferem me ver demolido em um grande monte de entulho.

Às vezes, quando chove, meu telhado goteja em uma torrente de água,
Mas ninguém quer uma casa abandonada e em ruínas,
E preferem me ver apodrecer no esquecimento
Às vezes, a chuva se transforma em lágrimas do meu coração partido.

Porque sou uma relíquia esquecida de uma era passada.

0 comments: