Quase me lembro,
Uma estrofe se dissolvendo em novembro.
Palavras que antes eu guardava como lâmpadas na chuva agora tremeluzem.
Esquecem meu nome novamente.
Eu as chamo de volta com as mãos manchadas de tinta,
Mas a linguagem escorrega pelas areias movediças.
Eu as escrevi, ou elas me escreveram, enquanto eu confundia.
O cativeiro com a liberdade?
A página está quente, depois repentinamente nua,
Como se o significado nunca tivesse realmente existido ali.
Até o silêncio aprende a falar meu rosto, depois não deixa eco, nem rastro, nem lugar.
Ainda assim, permaneço onde as margens terminam,
Leitor daquilo que não posso
defender.
E talvez os poemas nunca tenham sido meus para guardar, apenas marés que me atravessam em sono profundo.
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