Acreditando no amanhã
E em sua inegável certeza.
Despreocupadamente indiferentes
Às sombras
Que espreitam nossa sucessão implícita
E nossa tênue ligação com a longevidade.
Deliberadamente cegos
À frágil impermanência
Enquanto tentamos obter
E confinar
Este fragmento fugaz do Tempo.
Nossa arrogância suprema
Obscurece nossa capacidade
De perceber a fragilidade efêmera,
Reforçando nossa crença
De que somos imortais.
E somos,
Até morrermos.
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